20.11.06
A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.



Sophia de Mello Breyner Andresen

publicado por hanna às 20:34

A hora da partida sente-se, doi-nos e escurece em nós... A partida é inevitável...
Azzrael13 a 22 de Novembro de 2006 às 01:04

Continuando a derreter o gelo...
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